Pra quem quer saber como é a Oficina de Flash, ai vai um trecho do segundo dia da oficina em Feira de Santana, o dia da prática. Foi transmitido ao vivo pelo Ustream e os 3 videos ficaram gravados aqui no canal, pra quem quiser assistir.
Oficina em Boa Vista
Monumento ao garimpeiroDepois de Recife, uma passadinha em SP pra recarregar as beterias (inclusive as do meu corpo gordo, que precisa de muita), e parti pra cruzar o país, Literalmente. Boa Vista, RR. Nunca tinha feito tanta escala demorada na vida.
Tive uma experiência engraçada em um dos vôos. Avião lotado, revistas de bordo sendo folheadas e eu espiando as pessoas do lado. Tinha uma foto minha naquela edição e eu queria ver se alguém tinha alguma reação. O passageiro do meu lado virava as páginas rapidamente. Quando chegou na minha foto, dei uma boa olhada pra tentar perceber alguma coisa. Ele mal olhou a foto e fechou a revista. Reação nenhuma. Me lembrei daquelas fotos do post de João Pessoa, que eram muito mais simples, mas muito mais desejadas. Então, de um lado, tenho uma foto poduzida, paga, feita e refeita até chegar a um resultado preciso, mas que passa despercebida. Do outro lado tem essa foto simples, sem grandes pretensões, pouco interessante pra muita gente, mas com valor preciosíssimo pra quem vê.
foto: Lanne PrataEnfim, voltando à oficina em Boa Vista. Na segunda parte do dia prático fomos para uma casa em obras. Encontramos, de novo, um ambiente que à primeira vista é pouco interessante, assim como no caso de Olinda. Mas foi muito interessante ver o pessoal se virando, até com baldes e latas vazias.
Nessa construção encontramos um cômodo com paredes muito reflexivas e um sofá. Queriamos fazer uma foto usando o sofá, mas estava difícil fazer com que a parede não ficasse evidente.
Foto: Julio GrazianiO problema seria facilmente resolvido aplicando a dica do post anterior, sobre o problema do fundo indesejado em Olinda, aproximando a fonte de luz. Digo "seria", porque nesse caso o assunto da foto está muito próximo da parede que queremos esconder e, como você pode perceber, o softbox está direcionado de forma a iluminar tanto a modelo (a aluna Elisa Braga), quanto a parede. Que tal tentarmos a mesma lógica não do primeiro, mas do segundo flash lá em Olinda? Ali a questão não era a distância, mas o direcionamento. No lugar zoom, vamos usar o próprio posicionamento do softbox em relação à parede e à Elisa.
Foto: Girnei AraújoNão tenho como mostrar a foto final por motivo de não-lembro-quem-fez-e-não-achei-no-facebook, mas é possível ter uma noção do resultado.
Depois de tirar leite de pedra mais uma vez, terminamos o dia aproveitando o por do sol nessa cidade que quase não tem prédios.
Meu agradecimento ao Ed Andrade que apostou suas fichas e levou a oficina pra Roraima! Obrigado!
Oficina em Recife
Macaxeira com carne de sol, suco de cajá, bolo de rolo... Difícil não pensar nessas guloseimas quando lembro desses dias em Recife. Consegui falar com Laurimar por telefone, mas infelizmente não deu tempo de conhecer o trabalho dela na Vila do Papelão pessoalmente. Mas ela já me disse que a nossa ajuda veio em boa hora e vai ajudar bastante a estruturar a associação.
A parte prática da oficina foi na linda Olinda. Eu, bancando o turista, já imaginava fazer fotos com aquelas casinhas coloridas. Não contava que fosse chover, claro. Não em Olinda. Não no dia prático da oficina. Corremos com um monte de tralha, sombrinhas, softbox, tripés, pra um barracão que foi nosso abrigo o resto do dia. E aí o pessoal teve que tirar leite de pedra, usando um ambiente bem diferente das casinhas coloridas tão bonitinhas.
A foto a seguir, da aluna Clarissa Dutra, é um bom exemplo de quando queremos desviar a atenção de um fundo que não é muito interessante. Com a fonte de luz distante, toda a área poderia ser iluminada de maneira mais uniforme. Quando aproximo essa fonte, por causa da lei do inverso do quadrado da distância, a luz se perde logo, iluminando uma área menor e deixando o fundo mais escuro. Mas a gente ainda queria iluminar as caixas de som. Acrescentando um segundo flash para as caixas o fundo também acabava sendo iluminado. Todas as tentativas de iluminar só a caixa com um flash sem acessórios seriam em vão se não existisse o zoom da cabeça do flash.
Fechando o zoom para o máximo, concentramos a luz somente na parte que interessa, deslocando a luz desse segundo flash do fundo, assim como fizemos com a luz principal, pelo seu posicionamento. Assim, conseguimos disfarçar um fundo pouco interessante.
O zoom ajuda bastante também quando trabalhamos em TTL ou automático com o flash em cima da câmera. Com o zoom automático, a cabeça do flash acompanha a distância focal da lente, concentrando a luz e diminuindo a carga quando usamos 200mm, por exemplo. Isso pode ajudar a economizar pilha e a diminuir o tempo de reciclagem.
Obrigado ao pessoal da Corisco Design, especialmente ao Damião, e à Maíra Erlich. Sem eles a oficina não aconteceria.
Oficina de papelão (Atualizado)
(Atualizado dia 30 de abril de 2012)
Quero agradecer a todo mundo que fez o dia de ontem ser tão legal! O Alex Villegas abriu o dia falando da luz disponível e algumas considerações quando se fotografa em PB, e a galera viu que pode chegar a resultados fantásticos sem muita coisa (mesmo em um dia nublado). Depois, eu entrei falando de flash como luz principal e, no final, juntamos tudo e começamos a mesclar a luz disponível com o flash. No fim do dia, fomos tomar um cafezinho na padaria e o Alex falou um pouco de tratamento em PB usando o Lightroom e o Photoshop. Foram 15 participantes, cada um ajudando com R$100,00 depositados direto em uma poupança usada exclusivamente para o projeto na Vila do Papelão. Todo mundo saiu ganhando! Algumas fotos (por Denis Couto, Jamil Dias e Gleice Leles):
(Post Original)
A Vila do Papelão é uma comunidade que há mais de 20 anos abriga várias famílias debaixo de um viaduto. A maioria dos moradores é catador. Junta papelão pra vender. O video a seguir conta um pouco da história da Laurimar, que vem dedicando alguns anos para a comunidade. Sem mais blablabla, dá uma olhada no trabalho que ela vem fazendo:
;
Hoje, a Associação de Amigos da Vila do Papelão mantém uma casa com diversas atividades para essas crianças. A coisa vai indo, mas de vez em quando ainda falta aqui e ali. E é aí que a gente entra.
Você, que é fotógrafo e adora estar atualizado, estudar, fazer cursos e essa coisa toda, pode aprender ajudando essa galerinha. A Associação precisa com frequência de algumas coisas. Basicamente, material escolar e de higiene. Então, eis o plano: você faz um depósito de R$100,00 direto pra Laurimar, manda o comprovante pra mim e garante uma vaga para um dia inteiro comigo e com o Alex Villegas, fotógrafo, professor, e palestrante.
O que vai rolar? - Sabe aquela foto que você sempre faz com com flash, equilibrando o flash com a luz ambiente, medindo tudo precisamente? Como você pode largar o vício do flash e fazer essa foto só com a luz disponível? Ou talvez seu vício seja a luz natural, aquela imagem lavada, cheia de flare, cheia de medo de usar um flash. Como fazer diferente? Eu e o Alex Villegas vamos duelar até a morte, flash versus luz ambiente, pra provar no final que os dois tem razão e é tudo uma questão de escolha, de linguagem. E vamos fazer isso tudo em PB. São duas técnicas, duas formas de pensar fotografia, e você bem no meio percebendo que, se a foto é boa, pouco importa como você fotografa.
Quando? - Dia 29 de abril, domingo, a partir das 10h.

Onde? - No bonitinho e fofo Beco do Batman, na Vila Madalena:
O que precisa fazer? 1 - Um depósito de R$100,00:
Caixa Econômica Federal Agência - 1294-7 Conta poupança - 00009623-1 Operação 013 Em nome de: Laurimar Thome CPF: 751.149.684-91
2 - Enviar o comprovante para oficina@leoneves.net.
Olha só! Quer notícia melhor? Você vai pagar barato, vai ajudar a criançada e ainda vai ver diversas situações com e sem flash, e como a cor se comporta no PB.
Em maio eu vou estar em Recife para a oficina de flash e tirei alguns dias a mais para visitar a comunidade. Com certeza vou contar pra vocês o que tá rolando por lá!
E aí, topa ajudar?
Oficina Relampago em Curitiba
Domingo, Jardim Botânico de Curitiba, um anúncio de última hora para acompanhar 3h da parte prática da Oficina de Flash. Não precisava fazer inscrição, pagamento, reserva, nada (é, de graça. Um tapa na cara da sociedade). Era só chegar e acompanhar. Muita gente perdeu por não ter como chegar ao local, ou porque estava destruindo a macarronada de domingo com a família e não viu o post anunciando. Mas esse era o espírito da coisa! Eu estaria lá, de qualquer forma. E rolou.
É de Curitiba? Gosta de Fotografar? Então é só chegar!
Pra quem é de Curitiba e gosta de fotografar, estou agora mesmo no Jardim Botânico, em frente à estufa. e você tem duas horas pra chegar aqui e pegar uma versão “light” da Oficina de Flash das 14h às 17h. Não precisa mandar email, não precisa se inscrever, não precisa esperar. É só trazer o seu equipamento e acompanhar. Então para de ler, almoça correndo e vem!